Setembro Amarelo: campanha promove prevenção ao suicídio

Atualizado em 7 de setembro de 2020

Ian Curtis, Kurt Cobain, Chris Cornell, Chester Bennington, Champignon e Chorão. O que esses nomes têm em comum? Além de grandes ícones da minha e da sua juventude, caras cujas obras marcaram nossas gerações com poesias, melodias, ideias e atitudes irreverentes, essas são apenas algumas das personalidades do mundo do rock que se suicidaram.

Isso mesmo, meus camaradas. Suicídio! Muitos deles tomaram comprimidos; outros se jogaram na linha do trem; alguns abusaram de drogas e tiveram uma overdose; há ainda aqueles que se empanturraram de álcool e se afogaram no próprio vômito e teve ainda aqueles que apontaram uma arma para a cabeça e simplesmente apertaram o gatilho, deixando para trás o sucesso, a família, os amigos e muitas carreiras no auge do sucesso.

Na grande maioria dos casos, um histórico de depressão velado ganha espectros monstruosos, uma doença que nem sempre se manifesta fisicamente e que, muitas vezes, sequer é diagnosticada por aqueles que estão mais próximos.

Falar sobre depressão é uma espécie de tabu. Numa sociedade que prima por mentes e corpos perfeitos, que te esgota enquanto ser humano, que te faz consumir cada vez mais e te cobra felicidade em tempo integral, sobra pouco espaço para se falar sobre essa doença silenciosa. A maioria das pessoas foge do assunto como o diabo da cruz e, por medo ou desconhecimento, não percebem os sinais de que aquela pessoa próxima está com ideias suicidas. No show business, principalmente, em que artistas são tratados como mera mercadoria por empresários e gravadoras sanguessugas, esse problema se agrava.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Quando alguém se suicida, celebridade ou não, surgem inúmeros comentários nas redes sociais, apontando a atitude como fraqueza e covardia. De uma vez por todas, apenas parem! A culpa, também nesse caso, nunca é da vítima.

A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Contudo, é necessário que a pessoa busque ajuda e atenção de quem está à sua volta. Por isso, é necessário que estejamos sempre atentos àqueles que fazem parte do nosso convívio.

A você, que sofre calado ou calada com essa terrível doença chamada depressão, saiba que não está sozinho. Aos que estão dispostos a ajudar, que a Campanha Setembro Amarelo possa mais que conscientizar sobre a prevenção ao suicídio; que ela possa nos tornar verdadeiramente humanos e atentos aos cuidados com o outro.

A campanha Setembro Amarelo® salva vidas

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo®. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.

Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números a campanha Setembro Amarelo® cresceu e hoje conquistou o Brasil inteiro. Para isso, o apoio das nossas federadas, núcleos, associados e de toda a sociedade é fundamental.

Para saber mais, clique aqui e acesse a página completa da campanha, que conta com material disponível para auxiliar a todos. Aproveite os materiais e participe da campanha durante todo o ano. São diversos materiais de uso público: Diretrizes para a Divulgação e Participação da Campanha Setembro Amarelo®, materiais online para download, a Cartilha Suicídio Informando para Prevenir e todo o material para a imprensa.