King Diamond é o grande destaque do Liberation Festival

Há 21 anos sem pisar no Brasil, o King Diamond transformou o Liberation Festival, na noite do último domingo (25), no Espaço das Américas, em uma encenação primorosa. Com seu heavy metal performático, forte, tradicional, único e repleto de riffs marcantes, a banda marcou fantasticamente o Festival, apresentando um espetáculo diferente daquilo que se costuma ver nos shows convencionais.

King Diamond trouxe ao palco um metal performático, forte e único para quem esperava há 21 anos por seu retorno

A turnê celebra 30 anos do lançamento do álbum Abigail, o 2º do King Diamond, tocado na íntegra, além de outros clássicos, incluindo duas músicas do Mercyful Fate, antiga banda de Kim Bendix Petersen, verdadeiro nome do Rei.

A abertura do show ficou por conta das bandas Test (Deathgrind/São Paulo), Heaven Shall Burn (Death Metal/Alemanha), Carcass (Death Metal/Inglaterra) e Lamb Of God (New Metal/EUA).

Carcass também subiu ao palco durante o Liberation Festival, no Espaço das Américas

Também muito esperado pelo público, o Carcass executou seu set list com grande competência e agradou ao público presente. O Lamb Of God, muito embora competente no seu propósito, até pelo seu estilo diferenciado, agradou não mais do que aquele público mais jovem, momento em que o povo do metal tradicional aproveitou para confraternizar.

O grande momento

Lançado em 1987, Abigail é um álbum cuja sequência de músicas narra um conto de terror. O Conde LaFey, que mata sua esposa grávida, retira a filha do útero da mãe morta e a mumifica, dando-lhe o nome de Abigail, e ela se torna um espírito maligno dentro da mansão.

Anos depois, Jonathan LaFey, neto do Conde LaFey, e sua jovem esposa Miriam, decidem reclamar a mansão como herança e o espírito de Abigail possui a jovem grávida. É assim que a história se desenvolve.

Chegado o grande momento da noite, em um palco cujo cenário reproduzia a tal mansão mal assombrada, as músicas foram tocadas com a performance teatral do Rei Diamante, que freneticamente subia e descia as escadas, como em uma ópera.

As aparições de atores que interpretavam os personagens do conto não ofuscaram a presença dos músicos, pelo contrário, ajudou a compor o clima de terror produzido pela iluminação e pelo pano de fundo que se modificava a cada execução.

King Diamond comemorou 30 anos do lançamento de seu segundo álbum, “Abigail”, que narra uma história de terror para os fãs

A produção de palco, a iluminação, a teatralidade e a sonoridade estavam simplesmente impecáveis. O som era idêntico ao original, inclusive os solos do virtuoso e genial guitarrista Andy de LaRocque. A voz do mestre estava simplesmente perfeita. Com certeza o maior evento do ano e um espetáculo sem igual.

O melhor do festival: reunir os amigos

O show do King Diamond reuniu um grande número de fãs e predominou em relação às demais atrações do Liberation Festival. Do lado de fora da casa, muito antes do evento começar, pudemos ver uma verdadeira reunião de headbangers de todas as regiões da capital, do Brasil e também da América do Sul.

Pelas ruas do entorno, amigos de longa data confraternizavam, tanto aqueles “das antigas” como o público mais jovem. A galera do metal tradicional de São Paulo e região metropolitana compareceu em massa, além de vários amigos do ABC, Baixada Santista, Interior Paulista, Salvador, Cuiabá, Macapá, Argentina e Chile.

Quem compareceu conseguiu, inclusive, experimentar em primeira mão o delicioso chope artesanal do Marcelo Carro Beer, amigo que costuma cobrir os principais eventos de metal em São Paulo com suas cervejas diferenciadas.

Aos fãs do King Diamond que se divertiram sem mesura, resta aguardar o próximo ano, quando a banda celebra os 30 anos do álbum seguinte, a obra prima “Them”. Tomara que ele volte!

Texto e Fotos: Amilcar Rizk

 

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Eurico Cruz é jornalista, trabalha nos jornais Metrô News e Folha Metropolitana e apresenta o programa Cena Independente na TV Destaque. É colaborador da ACRG e também vocalista na banda Damnation Society. Sua paixão pelo rock começou com a banda de heavy metal melódico Helloween. É fã de Metal em suas mais variadas formas e grato por aprender cada vez mais com os membros da ACRG.