Guitarrista do Morbid Angel é pego dirigindo embriagado, mas diz que bebe profissionalmente

Caso ocorreu em janeiro último, mas só agora ganhou repercussão devido à justificativa que o músico deu à polícia na época

Por Aitorn Daniel

“Se for beber, me chame. Independente se eu tiver de dirigir ou não”.  Essa é, com certeza, a principal filosofia de vida de Trey Azagthoth, líder e guitarrista da banda de death metal Morbid Angel. Na noite de 1º de janeiro deste ano, ele foi parado pela polícia por dirigir acima do limite de velocidade. O teste do bafômetro constatou que o músico havia ingerido bebida alcoólica quase três vezes acima do permitido. Mas, antes de ser preso, o guitarrista alegou aos policiais que bebe profissionalmente. Trey tem 55 anos e seu nome de batismo é George Emmanuel.

Segundo o site The Smoking Gun – especializado em registros policiais, aos policiais que fizeram a detenção, Trey admitiu que bebeu uma ou duas doses de uísque. E, segundo os registros, afirmou: “Eu bebo profissionalmente”. O guitarrista foi, então, fichado e deixou a delegacia na manhã seguinte.

O Morbid Angel é uma das bandas da Flórida, nos Estados Unidos, que deu o impulso inicial no estilo. Trey Azagthoth faz parte da formação original (e é o único integrante original que segue na banda), que fundou o grupo entre 1983 e 1984. Discos como “Altars of Madness” (1989) e “Blessed Are the Sick” (1991) são considerados clássicos do death metal, tendo como último trabalho de estúdio “Kingdom Disdained”, de 2017.

Exemplos

Talvez, o músico se inspire em outros colegas de profissão, que também misturam os acordes musicais com os prazeres etílicos. Jon Bon Jovi, por exemplo, não abre mão de degustar uma boa vodka durante suas apresentações. O coquetel preferido do músico chama-se Muff Dive, uma mistura de vodka, licor de pêssego e groselha que ele mesmo inventou.

O lendário Jim Morrison também adorava aparecer bêbado em gravações de álbuns e em shows ao vivo e uma vez, em 1969, mostrou o pênis durante uma apresentação e foi preso por atentado ao pudor e embriaguez.

O que dizer, então, do príncipe das trevas Ozzy Osbourne. Em certa ocasião, sua esposa Sharon escondeu todas as roupas do músico para impedi-lo de sair de casa. Mas, nem isso deteve Ozzy, que pegou um dos vestidos da mulher e saiu para tomar seu pileque.

Já Courtney Love fuma e bebe desde os 12 anos e tem um currículo repleto de barracos e vexames por conta de suas bebedeiras. Inclusive chegou a perder a guarda de sua filha, Frances Bean Cobain.

Por sua vez, a icônica rockeira Janis Joplin passou pelo Brasil uma vez, em 1970 e, no curto período em que esteve no Rio de Janeiro, tomou vários pileques, fez topless na praia de Copacabana, foi expulsa da boate e do hotel onde estava hospedada e, por pouco, não foi presa.

O cantor Alice Cooper radicalizou e resolveu largar a religião Mórmon, só para não ter que parar de beber. Mas, nem todos têm a mesma determinação. Ringo Starr não administrou muito bem o fim dos Beatles, em 1970, entrou em depressão e começou a beber muito. Nos anos 80, o ostracismo e a bebida fizeram com que o baterista fosse internado diversas vezes para desintoxicação. Hoje, Starr se diz curado do alcoolismo.

Por fim, não poderíamos deixar de citar o “imortal” Keith Richards. Muita gente se pergunta como o lendário guitarrista dos Rolling Stones está vivo até hoje. Richards toma whisky como se fosse água desde que a banda está na ativa, há mais de 50 anos.