Vitrola Mágica se apresenta em escola pública na zona norte de São Paulo

A banda Vitrola Mágica é o destaque da programação do Intervalo Cultural desta quarta-feira, às 20h, evento que acontece na Escola Estadual Silva Jardim, no Tucuruvi, em São Paulo. Com uma proposta vintage em suas performances, a Vitrola Mágica conta com elementos do teatro e do cinema, e faz recortes de poesias de Bukowski, Baudelaire e Bocage, que incendeiam ainda mais suas apresentações.

A banda é composta pelo cantor e cineasta Rubens Mello, os guitarristas Max Gualberto e Douglas Cruz, o baixista Zinho Byl e o baterista Rafael Costa, que neste show apresentam repertório do novo trabalho, com as músicas “Perguntas”, “Me Deixe em Paz”, “Bocage”, “Bom pra Agarrar”, além de canções já consagradas da carreira da banda.

A realização do show da banda Vitrola Mágica foi pauta de diálogo entre os professores da EE Silva Jardim, que durante o horário de trabalho pedagógico coletivo (HTPC) idealizaram atividades e práticas pedagógicas que possam incentivar os alunos a se interessar ainda mais pelo projeto.

Intervalo Cultural

O Intervalo Cultural é uma iniciativa da própria equipe da EE Silva Jardim e acontece bimestralmente na unidade escolar desde 2011. Ele se constitui de um período estendido entre as aulas e a pausa do tradicional recreio, que passa a ter uma hora de duração, ao invés de 20 minutos. Dentre seus objetivos, o Intervalo Cultural busca proporcionar entretenimento e arte para os alunos, para que eles possam realizar seus próprios eventos, a partir de propostas que são analisadas pela equipe gestora da unidade escolar.

O impacto do Intervalo Cultural na rotina da escola e no comportamento dos alunos é facilmente observado no dia a dia. De acordo com Eraldo Sampaio, diretor da EE Silva Jardim desde 2002, o relacionamento interpessoal entre os alunos é a maior conquista da inserção de eventos culturais na escola: “Os alunos gostam tanto de assistir quanto de participar do evento, além dos convidados que normalmente trazemos, são eles próprios quem se organizam para trazer para o público performances de músicas, pequenas peças de teatro, números de dança, tudo com muita alegria”, enfatiza o diretor.

Apresentações de grupos de pagode, capoeira, música sertaneja, bandas de rock. De acordo com Eraldo, todos podem contribuir com ideias, sugestões e participações das mais variadas linguagens artísticas para garantir o sucesso do evento. E por falar em sucesso, professores, alunos e demais funcionários da escola ajudam na divulgação do evento, que a princípio não é aberto ao público, mas que consegue reunir alunos de diferentes períodos, interessados nas atividades culturais.

De acordo com o diretor Eraldo, um dos desafios alcançado pelo Intervalo é a ampliação do repertório cultural dos alunos, que passam a conhecer outros gêneros musicais e outras linguagens artísticas: “Mesmo havendo preferências para um ou outro gênero, incentivamos os alunos a deixar preconceitos de lado e aprender a ouvir e respeitar outros gêneros musicais, apesar de algumas resistências, estamos conseguindo ampliar cada vez mais a participação deles no projeto, afinal, ele foi idealizado para que os alunos possam se divertir”, vibra Eraldo.